domingo, 1 de maio de 2011
O tempo passou lentamente
a tua ausência
cresceu dentro de mim
até tornar-se insuportável.
Urgia que te ouvisse,
então o disquei teu número
e o ruído constante
das chamadas insistentes
confirmaram-te a partida.
Tua voz não veio
na distância
e procurei traze-la à mente
e te quis presente.
O resto da tarde
perdeu o significado.
Que os meus olhos silenciem
a tua boca
e que jamais entre nós dois
soem palavras
rudes e ásperas
que deixem marcas inesquecíveis,
enraizadas para sempre
em nossas almas.
Que em mim, que em ti
fique o segredo,
apenas pressentido
entre os olhares que se cruzam,
que o silêncio
nos revele pouco a pouco,
que o amor é bem mais forte
do que a mágoa.
Não me force!
Sou palmeira que não verga
ao vento soprando forte,
que não cede ao machado,
que não arde à chama azul.
Sou na água vida e morte,
sou na terra, norte e sul.
Não me force!
Sou o bravo adormecido
que vive dentro de ti,
não vacilo frente à morte,
dou o impulso dos audazes,
aqueles que trazes contidos
no clamor da tua voz.
Sou palmeira que não verga
ao vento soprando forte,
que não cede ao machado,
que não arde à chama azul.
Sou na água vida e morte,
sou na terra, norte e sul.
Não me force!
Sou o bravo adormecido
que vive dentro de ti,
não vacilo frente à morte,
dou o impulso dos audazes,
aqueles que trazes contidos
no clamor da tua voz.
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